quinta-feira, 5 de março de 2020

Sobre saber das coisas
eu me encho de vazios
A vida me dá tantas voltas
Voltagens me deixam volátil
Queria eu ser bivolt
Valha-me, preto velho!
Uma vida revestida
de vezes, reveses, vieses
vasos de porcelana
vazamentos
viscosidades
vastidões e vazios
verossimilhanças inverossímeis
vagões vagantes
vulgaridades extravagantes
Uma vida vislumbrada em vãos
de vozes infinitas que nem sei mais reconhecer por onde foi que vieram.
Absorvidas as culpas
Sorvida por completo a vida
Encharcada de nascente
e devolvida em securas murchas
Até ser confinada pelo tempo
em seus fins fingidos de começos
e suas violetas velhas demais
pra recordar.



Para Flora com amor

Escrevo teu nome no ar e só depois eu respiro