segunda-feira, 15 de setembro de 2014


Amor auto-explicativo

 
Amo você
e é só.
Não há nada mais além disso.
Nenhum belo poema.
Nenhuma longa declaração.
Nenhuma exaltação de suas qualidades.
(que são muitas)
Amo você
e apenas.
Nada mais a dizer
sobre o quanto somos felizes juntos,
Ou sobre nossos planos.
Nada sobre o quanto é bom
estar contigo.
Só te amo
e isso é tudo.
É tudo o que sinto.
E tudo o que quero sentir.
É assim que esse meu amor por você se auto-(não) explica.
 

terça-feira, 9 de setembro de 2014


Uma borboleta branca contornada de hidrocor preta

insinua-se pra mim no Jardim Botânico de Curitiba

às 11h47 da manhã de uma segunda-feira.

Um minuto depois um pássaro mergulha no azul

e pousa na cerejeira carregada de frutos.

Mas a maior atração

não á a borboleta, ou a cerejeira, ou o pássaro

não é a estufa de vidro

tampouco as flores cor-de-rosa militarmente alinhadas

na entrada do jardim.

Todas elas são meras coadjuvantes para o maior espetáculo do dia:

sol em Curitiba!  

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Meu sonho Branca de Neve

Se eu tivesse uma casinha no meio de um terreno com ovelhas pastando e passarinhos cantando nas árvores, eu colocaria Mozart nos dias ímpares e Handel nos pares. 

As pequenidades do mundo.  

Cada canto

Pra mim

é um espanto.
Por que não ganhar a vida
Sendo aquilo que eu sou de melhor
Na mais própria opinião
Que tenho de mim mesma?
Sem precisar atuar
Sem precisar se fazer.
Poder só ser 

eu-zinha
E conquistar o que preciso
Sem chorar nem sofrer muito
Ter uma passagem tranquila pelo mundo
E marcar a humanidade
tanto quanto
um ventinho sem-vergonha
de fim de domingo ensolarado.

Para Flora com amor

Escrevo teu nome no ar e só depois eu respiro