quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Com o celular na mão procuro por respostas improváveis de se achar em uma rede impessoal que se sente íntima de mim

Não tenho mais punho para toda  essa tendinite

Não tenho mais peito pra toda a minha vaidade

Exijo um amigo que me meça o quanto eu acho que valho 

Só pra responder que não mereço

Não tenho vontade de responder mensagens

Não tenho forças para sentir o de sempre de novo

Não estou convencida de saber mais sobre nada

Principalmente sobre mim

Meu corpo só pede um copo

E um pouco de torpor

Estou vazia de me sentir tão cheia.




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