Posso até não ser Fulana
mas Fulana também não foi
Fulana
antes de sê-lo.
quarta-feira, 5 de junho de 2019
Telégrafo
a palma da minha mão telegrafa ao teu ouvido:
... .. - - (sim)
então, anoiteço as pupilas da tua pele e ela se abre para mim — vagarosamente, desatinadamente, e do teu peito eu bebo o Índico inteiro.
minha língua saliva teu idioma: prolixo, complexo, ofegante, mas não tão desconhecido afinal.
teus dedos de temporal, nervosos, me inundam. "extra-vazo". derreto.
tua fome me fareja num canto do labirinto. me rasga. me rendo. (me rendo?)
teu abraço de sol do meio-dia e esse teu beijo de lua-cheia eu ainda não esqueci muito bem. mas pretendo muito em breve.
breve como esse nós,
entre nós.
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Escapada
palavras
suspiros
pequenas doses
de dores
odores
sabores
ter e já não ter
nascer e
não ser
cada gota dos olhos
lágrimas das torneiras
bobagens, besteiras
amanhã tem mais!
Gestos
afetos
alentos
lentos
translúcidos
lúcidos?
Desencantos aos prantos
desacatos nos pratos
fio de cabelo no chão
do banheiro
o sangue na artéria
a arte que ria
até da razão
o resto é ótica da desilusão.
O queijo na boca
o beijo na faca
O que não existe
é o que nos escapa.
Assinar:
Postagens (Atom)
Para Flora com amor
Escrevo teu nome no ar e só depois eu respiro
-
Antes o feito que o perfeito Antes o descalço que a desculpa Antes Rita Lee que Rita Lobo Antes o éter que a eternidade Antes sorver-te que ...
-
A morte existe porque dias de sol também cansam
-
Ela virou um alfinete fincado no mapa-múndi dele.