segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Poema microscópico

 













                                                                                             .

sábado, 25 de janeiro de 2025

Por que o teatro?

Por que teatro, a diretora perguntou 

Eu respondi algo que não sei se lembro, mas agora, pensando bem, responderia que eu teatro pra morrer um pouco menos por dia, morrer mais lento

Eu teatro pela lou cura de uma vida menos ordinária 

Eu teatro porque gosto de ser saboreada por olhos e ouvidos 

Eu teatro pra fazer a vida mais vasta

Pra dividir essa intensidade toda que carrego e que me pesa

Pra transgredir o que eu mesma achei que não podia, pra me testar, pra me dizer: eu não falei

Eu teatro pra fazer sentido e não fazer nenhum

Pra obedecer ao corpo que (é) chama

Pra meu corpo habitar outras formas de vida

Pra sentir aquela dor da agonia antes da goza. 

Mas amanhã vou responder outra coisa. 

Ando tão emimesmada

que corro o risco de tropeçar 

em mim. 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Você quer me ter?

Mete nha. 

Que foda

Por que  me podas

E não me phodas

Você não era com h?

Nem precisa ser maiúsculo. 

Midas

Como não querer comer 

Como

Esse t é são 

Me vaza as sedes antigas

Como não querer engolir

Como

Ainda novinha sentia os pisca-piscas 

E não sabia que a sabiá phodia voar

Como não querer soltar

Como

E segurava as partes

Como se fossem d'ouro

Como estocar tanto

Se ouro só toco não como

Como?

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Ressignificar a vida na b

eira do abismo

É isso a v

ida esse ab

ismo essa beira

esse ressigni

ficar enquanto o tempo deixa en

quanto a gente p

ode a gente queria fic

ar pra sempre

a g

ente odeia as desped

idas, os fin

ais

E é uma capac

idade narr

ativa tão imensa essa nossa de vi

ver sabendo que tem um final

mente

uma vor

acida

de de fabula

ção,  

de invenção do cotidi

ano após ano

a gente cria prob

lemas pra pre

ocupar a vida, a gente c

ria o sentido, a f

alta dele, a gente re

cria nossa existência 

pra poder exist

ir.

E a gente é tão bom n

isso 

de aumentar nossas import

âncias e sent

idos e sabores e saberes e viveres

Mas a gente sabe a ver

dade, ah se sabe

Mas como 

ela 

d

ó

i. 



Para Flora com amor

Escrevo teu nome no ar e só depois eu respiro