terça-feira, 4 de julho de 2023

 

Naquele gesto eu vi suas mãos pequeninas vendendo as mesmas outras balas vinte, trinta anos atrás 

Eu li nas suas mãos os lápis desapontados de um O que não completou sua curva na palavra 

Naqueles olhos cansados eu enxerguei seu menino maroto fugindo de tapa, fingindo sono, fungando o medo, sonhando com notas de deizão

No sinal.

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Para Flora com amor

Escrevo teu nome no ar e só depois eu respiro