sexta-feira, 21 de junho de 2024

Janela

Caminho pelas lajotas como quem procura padrões 

De longe, a luz do posto de gasolina me engana um entardecer às 23h30

Deixo-me levar porque é tão bonito...

Uma janela aberta, uma só

Um livro de reza convida os joelhos

Ecos de vozes, corredores profundos extensos

E a foto da moça pedindo silêncios

Coisas pioram de uma para outra 

Uma possível perna amputada aqui

Três stents em um coração ali

Intestinos, rins, estômagos, bexigas sem festa

Na loteria da morte ou da sorte

Uma janela aberta, uma só. 

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Para Flora com amor

Escrevo teu nome no ar e só depois eu respiro