Amor, amor, amoras
Onde moras?
No quintal da minha memória
Amora com gosto de pé na terra
Cheiro de outro pé no galho
Olho de mão que alcança
Um punhado
E balança...
Chuva de amoras
No telhado do vizinho
Amora carimbando o meu rosto
E na idade de ser abelha
Batom de amora
Pra casamento atrás da porta
Namora ou não namora?
Amora que, vermelha, demora
Vê se cresce e empretece
Na mão da menina que espera
Que tem pressa de viver
O tempo tudo amadurece, ora!
Agora é a vez de outra flor
Alcançar o mesmo-outro galho
Pela frente tanta amora.
Pela frente tanto amor.
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